Voltei, no post anterior falei um pouco da minha jornada como vegana. Esse blog não é sobre isso, mas acredito que é uma forma de o leitor saber mais sobre a minha vida atual.
Como disse no post anterior, não foi ali que tive o clique. Meu clique foi, não lembro a exata data, mas em um festival vegano. Eu já estava nas minhas pesquisas sobre o assunto. Já tinha assistido algumas séries como What the Health, Cowspiracy e Seaspiracy (super recomendo).
Essas séries foram como se minha mente tivesse explodido. Me senti enganada a vida toda. Mas não vou dar spoilers. Então você precisa assistir para entender o que eu disse.
Enfim, chegando no festival, encontrei algumas pessoas com quem eu costumava conversar bastante a respeito.
Confesso que eu achava que veganos eram mais unidos. Eu buscava isso. Então entrei em um grupo no Facebook para me situar, fiz amizades que tenho até hoje, apesar de ainda estar com algumas dificuldades.
Para minha surpresa, mais tarde me tiraram do grupo junto com umas amigas. Não entendi o propósito daquele grupo. Mas vida que segue.
Enfim, o dia que tudo mudou para mim. Eu estava nesse festival, e de repente um rapaz que não era vegano faz a pergunta: "Por que não o ovo?"
Sem pensar muito, eu comecei a explicar tudo o que acontecia ali dentro para a produção de ovos e o fim dos pintinhos machos. Sem querer, eu já sabia. Não sei explicar, mas aquele foi o meu clique. Cheguei em casa e avisei que daquele dia em diante não comeria mais nada de origem animal.
A partir dali, tudo estava conspirando para que eu me tornasse vegana. Eu sou aquela pessoa que acredita em energia, acende incenso pela casa, limpa a casa com reiki, coleciona cristais e acredita em sinais do universo. Acredito no poder da natureza e na força do universo. E naquela época, assistia Ellen Degeneres pelo YouTube.
Um dia, ela respondeu a uma pergunta que direcionaram a ela sobre o que a levou a ser vegana. Eu nem fazia ideia de que ela era vegana. Ali já estava viajando, o universo só pode estar falando comigo. Nem piscava enquanto ela falava. E mais uma vez, senti minha consciência explodir. Wow... quanta consciência ganhei em um vídeo dela.
Vou explicar: na adolescência, sofri muito com depressão por causa de alguns bullyings que sofri na escola brasileira. Às vezes, sentia a recaída. Naquela entrevista, ela dizia: "Eu sofria de depressão. Quando percebi que eu colocava todo aquele sofrimento e energia de morte para dentro de mim. Quando parei de comer carne, foi onde me curei. Foi a maior verdade que ouvi ali. Os animais não escolhem morrer. Eles não andam pelo corredor da morte pintado com arco-íris e purpurina dizendo: Vou virar um bife!
Eles percebem antes mesmo de chegar ali que vão morrer. Eles sofrem, sentem. E quando são empurrados para o corredor da morte, eles se desesperam. Já se imaginou no lugar deles? Você tendo uma vida toda para viver e uma linda natureza para desfrutar e um ser chamado humano decide que você tem que morrer para que eles tenham uns minutos de prazer comendo a sua carne. Bizarro demais!
Tudo na vida é um processo. E não devemos nos cobrar demais. Mas seguir o que é leve para o nosso coração. Aquele dia tenho gravado com muito carinho. Aquele rapaz, que não era vegano, me fez uma vegana. Gratidão eterna a ele e ao Patrick que me ajudou nesse processo. Bom, viajei por um post um pouco diferente, mas para que os leitores possam me conhecer um pouco melhor. Obrigada por acompanhar.